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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

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Fotografia da Nova Igreja da Conceição - Belém/PA

Texto: Mary Cândida Amaral

Nestes dias, desde o dia 31 de Janeiro até hoje enquanto leiga missionária vivenciei uma sequência de celebrações, em que o reconhecimento, a afetividade, a gratidão, o amor eram a tônica maior, e que, para a concretude e/ou andamento desses projetos demandaram ousadia, coragem, determinação, fé. Em todas elas fui invadida pela emoção, pois entraram em sintonia com os componentes que orientam minha vida, ou seja, quatro verbos presentes e que denotam muita fé: entregar, confiar, agradecer e celebrar.

A primeira foi a homenagem a ir. Vita Russo, depois de 55 anos de missionariedade em terras brasileiras e amazonidas retornou para a Itália, seu país de origem onde dará seguimento à sua vocação. Este momento privilegiado aconteceu no dia 31.01, quando lembrávamos os 101 anos de nascimento do Padre Giacomo Spagnolo, fundador das Missionárias de Maria Xaverianas. Foram muitas homenagens de pessoas que conviveram com a Ir. Vita e que vieram de Abaetetuba, Vila dos Cabanos, Acará, Belém, Serrano (Ma).

MEMÓRIA DE UM PASSADO PRESENTE foi o tema do encontro, os amigos/as trouxeram lembranças dessa mulher simples, dedicada, companheira, sensível, espirituosa. Todas eram unânimes em dizer o quanto a Irmã contribuiu para a sua formação cristã. Uma das paixões de Ir. Vita era a Catequese, e para recordar esta dedicação uma das participantes trouxe um santinho distribuído em um dos encontros lá em 1969 que dizia assim: “ser catequista é ser apóstola, é trabalhar ao lado de Jesus na salvação das almas”; os participantes de outros grupos como: encontro de casais com Cristo, infância missionária etc., também expressaram amor e gratidão pelo trabalho realizado junto com esta pessoa que doou sua vida ao Projeto de Jesus e que marcou a vida de quem conviveu com ela.

Segunda celebração muito significativa foi a noite de sexta feira que antecedeu a dedicação da Igreja Matriz a N. S. da Conceição. Neste momento foi feito o lançamento do livro: “Tio David, Padre David”, o registro da vida de um sacerdote que mais de trinta e cinco anos tem dedicado à Paróquia, escrito por seu sobrinho Salomão Larêdo, seguido de uma programação chamada Véspera Solene em homenagem ao arquiteto Claúdio Pastro. O destaque foi do Monsenhor Nelson Soares um sacerdote de noventa anos, amigo da paróquia, que era o mestre de cerimônia. A programação era intercalada com músicas apresentadas pelo coral da Schola Cantorum da Catedral da Sé e falas de padres, comunitários e do próprio arquiteto. Ao final Cônego Nelson regeu o coral com música de Beethoven L. e outros. Foi um evento cheio de emoções e afirmação da fé no Deus da Vida.

No dia seguinte, depois de sete anos de intenso trabalho do cônego David Larêdo, paroquianos e amigos, no dia de Nossa Senhora da Luz aconteceu solenemente a celebração de dedicação da Igreja Matriz a N. S. da Conceição. Contou com a presença do Arcebispo de Belém e vários padres amigos da Paróquia. A missa festiva foi concelebrada com todos os rigores canônicos e emocionou a todos os presentes por tão grande beleza.

Terceira foi no domingo com a celebração da missa do envio dos missionários do Projeto Igreja de Belém em Missão na Catedral da Sé onde mais de mil missionários e sessenta paróquias aderiram ao Projeto da Arquidiocese. Esta será uma nova etapa do Projeto onde os missionários, após um longo processo de formação, foram enviados tendo como símbolos a Bíblia Sagrada, a Cruz, Manuais que servirão de subsídios ao trabalho missionário, seguido da aspersão da água. Foi uma solenidade de profundo significado, de muita ousadia, determinação e fé. É uma preparação para os 400 anos da cidade de Belém do Pará em 2016.

Todas as celebrações estiveram recheadas da Palavra, Vida, Eucaristia e tem o Cristo como fundamento de nossa ação. Fiquei muito emocionada e gratificada de fazer parte dessa comunidade e que só Ele, em tudo, pode dar sustentação. Foram momentos de júbilo onde era visível, a fé, a entrega, a confiança, a gratidão e a celebração de testemunhos de missão que os tornam autênticos apóstolos e apóstolas de Cristo.

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Mary Cândida – Leiga Missionária de Maria – Xaveriana vinculada a vários projetos sociais como “PIA - Projeto Infância e Adolescência”, “Casa Trapiche”, “Abrigo João de Deus”, “Igreja de Belém em Missão” entre outros. 

domingo, 3 de fevereiro de 2013






















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Quantas sementes foram lançadas nesses 60 anos de missão no Brasil. Quantas árvores, quantos frutos, quantas flores, quantas vidas que brotaram dessas sementes. Por onde quer que você vá. Por onde quer que você ande. Tenha sempre a certeza que a semente lançada não foi em vão. (Dilma Leão)

Texto - Amanda Cecilia

A consciência missionária por si não deve ser o motor de uma pessoa que escolhe este carisma para expressar sua gratidão à vida. A atuação deve ser o movedor das realizações missionárias. Talvez seja esse o meu mais recente aprendizado nesta relação apaixonante com as Missionárias de Maria - Xaverianas e seus testemunhos evangelizadores. Elas e seus trabalhos nas comunidades são a prova viva de que a semente lançada não é em vão.

De certo que às vezes nos desanimamos com a demora em ver o resultado do plantio, chegamos a crer que nem poderemos ver frutos naquilo em que depositamos tamanha dedicação. Um dia quando nem mais recordamos do que ateamos na terra, surge um pomar repleto de carismas. Carisma significa “graça divina”.

Os últimos dias foram repletos desta graça, creio que deve ter sido a maior das safras para a missionária Vita Russo, apetecida em meio a palavras amorosas de gratidão e amizade, abraços e presentes e mais que isto, reconhecimentos no momento em que se despede do Brasil. Os últimos dias foram de manifestações honrosas e reencontros comovidos.

Quando plantamos o bem é o bem que colhemos abundantemente, diante das diversas revelações de consideração só o que se pode pensar e sentir é que irmã Vita cumpriu sua missão na catequese de maneira honesta e luminosa.

Irmã Vita atuou em meio ao povo brasileiro no ensinamento essencial da fé, não apenas da teoria como também da prática na vida, auxiliando no desenvolvimento dos ideais cristãos de muitas pessoas. 
A ela, nossa eterna gratidão!

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Irmã Vita tinha 24 anos quando chegou ao Brasil, deixou sua cidade Natal - Toronto na Itália -, sua família e amigos para principiar a vida missionária. Quando tinha 34 anos pisou o solo amazônico do Estado do Pará. Trabalhou em Abaetetuba, Acará e Belém do Pará. Recentemente trabalhou em Serrano no estado do Maranhão. Com aproximadamente 50 anos de vida religiosa irmã Vita retornou hoje para Itália deixando no Brasil milhares de “árvores” frondosas e incontáveis “sementes” de todas as cores que mudaram a vida de centenas de pessoas e darão frutos por várias gerações. 

domingo, 6 de janeiro de 2013

"Quem Me segue terá a luz da vida”


A Solenidade da Epifania representa à assunção humana de Jesus Cristo, quando o filho do Criador dá-se a conhecer ao Mundo. No sentido literário, a “epifania” é um momento privilegiado de revelação, quando acontece um evento ou incidente que “ilumina” a vida.
O tema da luz domina a solenidade do Natal e da Epifania, que, antigamente e ainda hoje no Oriente, estavam unidas numa só grande “festa das luzes”. No sugestivo clima da Noite Santa, apareceu a luz; nasceu Cristo “luz dos povos”. É Ele o “sol que surge do alto” (cf. Lc, 1,78). Sol vindo ao mundo para dissipar as trevas do mal e inundá-lo com o esplendor do amor divino. Escreve o evangelista João: “O Verbo era a luz verdadeira que, vindo ao mundo, a todo o homem ilumina” (Jo 1, 9).
“Deus é luz”, recorda sempre São João, sintetizando não uma teoria gnóstica, mas “a mensagem que recebemos dele (1 Jo 1, 5), isto é, de Jesus. No Evangelho, ele lembra de novo a expressão recolhida dos lábios do Mestre: “Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12).
Encarnando, o Filho de Deus manifestou-se como luz. Luz não só para o exterior, na história do mundo, mas também para o interior de cada um(a), na sua história pessoal. Fez-se um de nós dando sentido e valor renovado à nossa existência terrena. Deste modo, no pleno respeito pela liberdade humana, Cristo tornou-se a luz do mundo. “Luz que brilha nas trevas” (Jo 1, 5).
Hoje, na Solenidade da “Epifania” – que significa “Manifestação” – volta com vigor o tema da luz. Hoje, o Messias continua a revelar-se luz dos povos de todos os tempos e de todos os lugares.
Quem não sente a necessidade de uma “estrela” que o guie no seu caminho sobre a Terra? Acolhendo Jesus, nossa Luz, sejamos como estrelas que O apontem para a humanidade ou levem a humanidade até Ele, para que O conheça e O adore, e O tenha como a Luz de sua vida. 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Você entende o que realmente te deixa feliz?

Por Amanda Cecilia

“Que a amada e poderosa presença da Luz de Cristo, com o poder que nos é confiado afirme nossa vontade de movimentar
 a belíssima energia do grande espírito criador da totalidade, 
para que este fluxo harmônico avance pela Terra, 
insuflando pensamentos de luz, irradiando paz, 
elevando a vibração dos seres humanos
 e auxiliando a criação dos mais belos estados de alma. 
Que o amor ao ato de criar expanda sua pulsação na espiral da divina glória, 
subindo pelo espaço afora num facho dourado que brota de cada coração”.

Que o ano de 2013 seja em sua maioria um ano de luz, ou melhor, que possamos ser luz para iluminar o nosso ano.
Que o melhor momento de todos possa ser durante as pequenas folgas, ou num dia preguiçoso qualquer, no serviço, ou durante uma caminhada ao ar livre, quem sabe em um instante de gargalhadas, ou numa noite chuvosa assistindo um bom filme.
Que o melhor de todos os momentos possa ser numa decolagem, num mergulho, ou na realização de algo útil para nós e para o todo. Que possa ser durante uma oração de mãos dadas a um desconhecido(a), ou num reencontro afetuoso com um velho amigo, ou quem sabe no gesto de surpreender alguém? Que possa ser um aceno simples numa prova de amor por nós mesmos(as). Que seja a qualquer momento, sem planos ou expectativas.
Que nossas lágrimas sejam felizes, pelos mais nobres motivos, daqueles que germinam porque o amor nos toca e a luz nos mostra onde reside o que temos de mais precioso. Que o ano seja simples, que a vida seja boa.
Que nossas mãos permaneçam unidas no mesmo carisma. 
E que a brisa missionária que traz o amor nos tire para dançar em 2013 e além. 
(Por favor, assista o vídeo abaixo!)



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO



MISTÉRIO DE CORPOS EM MOVIMENTO 

Por Téa Frigerio



Natal nos coloca no âmago do mistério da Encarnação.
A Divindade que se torna Humanidade.
Humanidade-Criança.
Este o Mistério!
Este o Natal
Esta a Realidade!
Mistério é linguagem. Linguagem que fala, podemos ouvir e ler.
Então vamos ouvir e ler.
Primeiro, porem vamos ser humanas, ser corpo, nos olhar, nos ouvir, nos cheirar, nos tocar...
Encarnação: a Palavra se faz carne!
Encarnação é assumir uma carne, assumir um corpo.
Fala de corpos que se gostam e no amor se unem, se curtem dois numa carne só, e a vida acontece. Um corpo fica grávido, gestante, dá à luz. Criança, nova vida.
É movimento, encontro, acolhida, dar espaço, conviver, criar laços, deixar partir, não mais uma carne só, duas carnes, duas vidas.
Movimento de três corpos: homem-mulher-criança.
Natal é movimento. Movimento profundamente Divino-Humano. Movimento-caminho para-nos encontrar, para se colocar a caminho conosco.           
Corpo divino-humano em movimento.
Corpos que se movimentam.                   
Zacarias o insucesso o deixou mudo. Volta, caminha para casa, caminha para Isabel. Outro caminhar, um encontro amoroso diferente. A que era estéril se torna fecunda. Uma criança em seu ventre, a palavra na sua boca. Dá nome ao filho. Movimento que restitui a palavra ao esposo Zacarias.
Isabel e Zacarias, caminho que levou à circularidade.
Mulheres grávidas em movimento. Encontro de idades, Maria, Isabel, conversa, segredos, cumplicidade, ousadia, rebeldia, sororidade, e no ventre movimento, os filhos pulam de alegria anunciado o novo.
Novidade é perigosa!
O poder quer ser dono do caminho, do movimento, quer contar, quer controlar, quer tributar.
José, Maria, burrinho, lá vão, em caminho, em movimento a profecia a cumprir, Belém, a casa do pão, manjedoura não de pão, berço da criança-deus.
Luminosidade, anjos e anjas, estrelas, movimentos brilhosos convidam a se movimentar, a caminhar, seguir o pulsar das estrelas, das vozes que convidam:
Num casebre, uma mulher, com seu esposo, um recém-nascido precisando de tudo.
O recém-nascido abandonou tudo para vir ao nosso encontro, para nos encontrar, precisa de nós... Então vamos! Então foram!
Então vamos...
...Como foram os Sábios caminhando com a estrela, aventurando, arriscando, desencontrando e encontrando.
... Peregrinado como peregrinou Simeão, que ao ver os três no Templo, os corpos fazendo o rito, reconheceu, este movimento não é do templo é da Casa, da manjedoura. Encontrei, meu peregrinar findou.
... Como Ana, profetiza de quem não ouvimos a voz. Se profeta é sem dúvida se movimentou, caminhou e anunciou: esta é a Boa Nova: Deus é Criança, Criança é Deus.

Deus-Criança, que mistério é este? Deus deve ser forte, onipotente, todo-poderoso.
Criança é Deus, que mistério é este? Criança é fragilidade, dependência, necessidade, pequenez, abandono, entrega, confiança.
Natal é tudo isso!
Deus é Criança, Criança é Deus movimento para nos encontrar. Criança é Deus, Deus é Criança que se abandonou em confiança radical no ventre, nos braços, nos seios de Maria; confiança radical em José, ele cuidaria de tudo! Confiança radical na humanidade, em nós!
Natal, Mistério, linguagem , escutamos , vemos?
O que esperamos a nos colocar em movimento, a caminho!

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Reflexão feita pela missionária Tea Frigério ao Grupo de Leigas – Xaverianas no Encontro de Natal 2012. Veja mais fotos do encontro clicando no link:  http://www.flickr.com/photos/leigasmmx/                      


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Hoje é o dia de São Francisco Xavier, patrono das missões


Francisco Xavier, considerado o maior dos missionários jesuítas, foi o fundador das missões no Oriente, ia de aldeia em aldeia, evangelizava o povo, batizava as crianças e os adultos. Reunia as aldeias em grupos, fundava comunidades eclesiais e deixava outro sacerdote para tocar a obra, enquanto investia em novas frentes apostólicas noutra região. Acabou saindo das Índias para pregar no Japão, além de ter feito algumas incursões clandestinas na China.
Numa delas, na ilha de Sacian, adoeceu e uma febre persistente o debilitou, levando-o à morte, em 3 de dezembro de 1552, com apenas quarenta e seis anos de idade. A Igreja o beatificou em 1619, canonizando-o em 1622. Celebrado no dia de sua morte, como exemplo do missionário moderno, são Francisco Xavier foi, com toda justiça, proclamado pela Igreja patrono das missões.
Muito tempo depois, São Guido Maria Conforti apaixonou-se pela vida e pela obra de São Francisco Xavier e planejou continuar a sua missão. Então, em 1895, Conforti, com apenas 30 anos de idade, decidiu fundar uma congregação missionária com a finalidade de anunciar a Boa Nova pelo mundo afora. Guido queria dar continuidade ao sonho de São Francisco Xavier de evangelizar a China, por isso, chamou seus missionários de “xaverianos”. Com a herança recebida após a morte do pai, comprou uma casa onde reuniu um grupo de 17 seminaristas. Em 1899 enviou seus primeiros missionários para a China.
Conforti dedicou-se com todas as forças à formação de seus missionários e ao crescimento da consciência missionária universal. 

Hoje os Missionários Xaverianos, as Missionárias Xaverianas e os leigos(as) Xaverianos(as) continuam o projeto de Dom Guido inspirado em São Francisco Xavier. 

sábado, 1 de dezembro de 2012

O mistério da encarnação movimenta corpos ontem e hoje

Estamos no primeiro domingo do Advento. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria. No calendário religioso este tempo corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal.  

Por Tea Frigerio

A palavra ADVENTO significa “o dia da chegada”, é herança de uma antiga liturgia publica romana. Era uma liturgia da cidade de Roma e indicava o dia no qual uma divindade se manifestava no templo a ela dedicado. O templo que cultuava a divindade naquele dia abria as portas, uma vez no ano, no dia em que se celebrava sua visita.
Esta linguagem também pertencia ao império romano e indicava o dia em que um novo imperador assumia o poder. A palavra ‘advento’ tinha assim um duplo sentido: religioso e político.
As comunidades cristãs adotaram esta palavra para indicar o tempo litúrgico que prepara ao Natal. Advento é espera, anseio, chegada, palavras que indicam uma tensão repleta de expectativa, de abertura para acolher uma pessoa, uma proposta, um projeto, uma boa noticia.
“Maran atha”, fórmula antiga em aramaico que ecoava nas liturgias das primeiras comunidades cristãs (1Cor 16,22; Fl 4,5; Tg 5,8; Ap 22,20). “O Senhor vem!” invocação que expressava a certeza da sua chegada, que alimentava a esperança e sustentava a caminhada. Mas… quando e como Jesus virá? Come reconhecer sua presença na comunidade? Estas perguntas chegam até nós hoje e no tempo de Advento podemos entrever uma resposta.
Como no tempo do império romano o político mistura-se com o religioso, se mesclam e se articulam fazendo de suporte ao sistema de dominação. O consumismo e o religioso se entrelaçam adormecendo as consciências que se acomodam na falsa ilusão do bem-estar individual e de uma religiosidade superficial.
As primeiras comunidades proclamavam como um refrão a invocação “Maran atha” e ao fazer isso souberam encontrar o caminho para celebrar o mistério de Deus que vem ao encontro da humanidade no mistério do corpo de uma criança, do mistério da presença do Reino na criança Jesus de Nazaré.
“Maran atha” se torne neste tempo de Advento a nossa invocação que como um mantra vamos repetir, e ao invocar possamos penetrar no mistério de Deus que assume um corpo humano para nos visitar; penetrar a semente do Reino presente nas pequenas coisas do cotidiano, presente nos pequenos.
“Maran atha”, invocação que orienta nosso olhar na pessoa de Jesus de Nazaré, Emanuel, Deus conosco.
O caminho do Deus conosco, que assumiu o corpo de uma criança colocou a caminho outros corpos, coloca a caminho nossos corpos. Convidamos-vos a fazer este caminho junto ao corpo do profeta Isaias e sua esposa, de Isabel e Zacarias, de João Batista e de Maria sua mãe.
Desde sempre as comunidades cristãs releram as profecias de Isaias para compreender melhor o mistério de Deus revelado em Jesus de Nazaré (Is 8,1-4; 7,10-15).
Isabel e Zacarias que estabelecem uma nova relação que vence a esterilidade (Lc 1,23-25.59-64).
João Batista, como novo Elias vem preparar o caminho e a nos abrir à ação de Deus (João 1,19-28).
Maria, a mãe que nos lembra de que sem gravidez não há nascimento: Natal é uma festa a ser celebrada ao redor da esperança que se encerra numa gravidez, num nascimento (Lc 1,26-38).

Na companhia destes corpos, nosso corpo quer se colocar em movimento construindo um símbolo, que nos vem do norte da Europa e que hoje está presente também em nosso meio: A Coroa de Advento, ela é um circulo de galhos verdes, decorado com fitas vermelhas, símbolos natalinos na qual se inserem quatro velas. Cada símbolo fala:
   O CIRCULO: fala da circularidade da vida, do universo, da historia, das relações;
    O VERDE: fala do renovar-se constante da vida, da esperança;
  O VERMELHO: o amor, a disponibilidade e recriar as relações na igualdade, reciprocidade, gratuidade...
AS VELAS: representa cada uma a personagem que cada semana vai nos acompanhar, como indicado acima (Isaias e sua esposa; Isabel e Zacarias; João Batista; Maria).
No dia do Natal acenderemos a Vela maior, no centro da Coroa, para indicar que Jesus, a criança Deus conosco ilumina nossa vida.

Queridas amigas ao desejar-vos um Advento precioso, façam sua Coroa do jeito que quiser e inventem um ritual para sua família se colocar em movimento ao encontro do Deus conosco que vem ao nosso encontro na Criança Jesus. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

05 de Novembro: 81 anos da morte do Fundador da Família Xaveriana


Hoje lembramos os 81 anos da morte do Fundador da Família Xaveriana, São Guido Maria Conforti, chamado à Casa do Pai em 5 de novembro de 1931.

São Guido entrou no seminário com apenas 10 anos de idade. Logo se apaixonou pela vida e pela obra de São Francisco Xavier. Então, em 1895, Conforti com apenas 30 anos de idade, decide fundar os Xaverianos.


Atualmente os Missionários Xaverianos vivem o projeto de Dom Guido na China, Japão, Filipinas, Bangladesh, Indonésia, Serra Leoa, Chade, Camarões, Congo, Burundi, Moçambique, Estados Unidos, Itália, Espanha, Inglaterra, Colômbia, México, e Brasil.

Em 1944 foram fundadas as Missionárias de Maria – Xaverianas por iniciativa do padre Xaveriano Giacomo Spagnolo e da Madre Celestina Bottego, em maio de 1944. 

Por intercessão de São Guido Maria Conforti, hoje todos pedimos e nos comprometemos para que o mundo se torne uma só família de irmãos e de irmãs consagradas(os) e leigas (os).

São Guido Maria Conforti! Rogai por nós!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Alegria de vivenciar o mesmo carisma na diversidade

Com este tema, o Encontro dos Grupos de Leigos(as) Missionárias de Maria - Xaverianas 2012 contou com a participação de aproximadamente 40 pessoas das cidades de Belém, Abaetetuba e Barcarena no Estado do Pará.


 Por Amanda Cecília
Após algumas reuniões de planejamento e organização de espaço, material, transporte, alimentação etc, para que tudo corresse da melhor maneira, finalmente deu para cantar...“Seja bem vindo ôlêlê, seja bem vinda olálá, paz e bem pra você que veio participar”. A acolhida foi animada, descontraída como de costume. Os encontros dos grupos lmmx sempre trazem uma dose de carinho regado a abraços e sorrisos enormes. Sempre foi assim e assim sempre há de ser, celebramos a alegria do reencontro, exercitamos a acolhida ao próximo e vivenciamos a concretude do que foi previamente esquematizado. É um rito feliz que acontece baseado na partilha de experiências vividas e sonhos a serem vividos.


Em circulo diante das imagens de Jesus e dos nossos fundadores Padre Spagnolo e Madre Bottego ousamos responder: Afinal, o que nos motiva viver essa experiência missionária? As respostam deram voz e sentido a diversidade. Estamos caminhando no sentido do amadurecimento.
Irmã Fernanda sempre muito simpática nos revelou de forma espirituosa a história da semente que virou árvore e deu frutos espalhando mais sementes por todas as terras até a chegada das irmãs na Prelazia de Abaetetuba. Seus slides traziam fotografias de um tempo bom na antiga Abaeté que deixa saudade até mesmo em quem não o viveu.
E quando achávamos que já sabíamos de cor e salteado a história daquele outro galho que se nutre da seiva do mesmo tronco veio irmã Grazia nos mostrar detalhes a mais que fizeram toda a diferença. Foi surpreendente saber como as histórias se cruzam, melhor ainda é saber que somos parte da concretização do sonho de alguém, Pe Spagnolo sonhou luminoso.
Dentre tantas coisas ouvimos sobre a definição do último capítulo, da decisão sobre o nome definitivo do nosso grupo. Aceitamos a denominação de Leigas Missionárias de Maria – Xaverianas, nos alegramos por finalmente possuirmos uma identidade, frisamos o momento histórico do grupo, mas a presença de três homens fez nascer a contestação: Leigas(os)? Leigos(as)? Leigos Missionárias? É isso mesmo? Acirramos um debate que abrangeu relações de gênero à língua portuguesa. Por fim, aceitamos o nome do grupo com algumas ressalvas.
Nos concentramos para pensar em ações conjuntas e isoladas que poderão ser compartilhadas aqui no blog futuramente.
Concluímos o encontro da melhor maneira possível. Usamos a analogia dos pássaros. Foram distribuídos móbiles com pássaros de origamis que fiz com muita amorosidade. O colorido simbolizando a diversidade, as asas a liberdade do voo. Quando os grupos se reúnem é como voar em bando, quando se despedem, se debandam para além-fronteiras, este debandar ressoa missão, vão semear em outros lugares.
Com os pássaros em mãos, a fala foi concedida a Mary:

Os pássaros cantam para louvar a Deus pela natureza, para nos lembrar de que nós também devemos reconhecer, agradecer e bendizer ao Senhor por tudo o que Ele nos dá; eis a nossa primeira missão.  “Aprendi que quando penso saber de tudo, de tudo, ainda não aprendi nada; que a natureza é das coisas mais belas do mundo; que amar significa dar-se por inteiro; que um só dia pode ser mais importante que muitos anos; que se pode conversar com as estrelas; que se pode fazer confidencia com a lua; que se pode viajar além do infinito; que ouvir uma palavra de carinho faz bem a saúde; que sonhar é preciso”. Shakespeare. Hoje apresentamos muitos sonhos. Diz à lenda que é preciso fazer mil pássaros de origami para realizar um desejo, então que o nosso sonho e o sonho dos fundadores se concretize na simbologia de fazer mil pássaros, contribuindo para que a expansão do Reino de Deus aconteça entre os mais próximos e além-fronteiras. (Mary Cândida)


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Círio de Nazaré leva 2 milhões às ruas de Belém


A Procissão percorreu 3,6 km pelas ruas da cidade neste domingo, 14. O trajeto foi marcado por homenagens a padroeira dos paraenses.



Fé e devoção marcaram novamente o Círio de Nazaré que reuniu mais de 2 milhões de pessoas que lotaram as ruas de Belém em procissão, venerando à Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do povo paraense. O Círio de Nazaré, é uma das maiores procissões católicas do mundo e do Brasil, ocorre há mais de 200 anos, e reúne devotos e turistas de todo o mundo que vem a Belém no segundo domingo de Outubro participar desta caminhada de fé, um verdadeiro espetáculo em homenagem a Maria de Nazaré.  
Um mar de gente unidas por um único propósito: louvar Nossa Senhora de Nazaré. Pessoas de todas as religiões, devotos, pagadores de promessas se rendem à beleza única da festa do Círio de Nazaré, o Natal dos Paraenses. As ruas ficam coloridas, famílias se reúnem, cidade em festa durante quinzena nazarena.
A procissão iniciou às 6h45 após a missa realizada em frente à Catedral Metropolitana da Sé. A celebração antecedeu a romaria presidida pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Gioavanni d’Aniello, representante do papa Bento XVI no país, e concelebrada pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, o Bispo Auxiliar, Dom Teodoro Mendes, além de padres e seminaristas vindos de várias paróquias da Arquidiocese de Belém. Apesar do forte sol e calor, muitos fiéis não desistiram e chegaram ao final do percurso de 3,7 km de distância até a Praça Santuário de Nazaré.

Que Nossa Senhora de Nazaré
abençoes a todos e todas!!!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

SIM definitivo!

Queridos/as amigos/as gostaria de partilhar com vocês a vivencia dos dois últimos momentos especiais da vida missionária e religiosa da irmã Maria de Jesus, nossa querida Nequinha.
Primeiramente, sua Profissão Perpétua a Deus pelos votos de castidade, obediência e pobreza segundo o carisma das Missionárias de Maria Xaverianas, realizado no dia 22 de janeiro na comunidade de Santa Rosa, em Abaetetuba, Pará – Brasil. A celebração contou com a participação de missionários, missionárias, familiares, amigos, amigas e dezenas de fiéis.

e os melhores momentos da celebração no vídeo abaixo:


O segundo momento especial foi o ritual de despedida realizado pelo grupo das amigas no dia 13/02 onde nos oportunizamos escutar com mais riqueza de detalhes a trajetória missionária que a irmã Maria de Jesus vem realizando no Chade – África.


O compromisso missionário por toda a vida torna presente e visível o projeto que Jesus Cristo veio anunciar. Sem dúvida, o testemunho da irmã Maria de Jesus reanimou a chama missionária que há em cada pessoa que acompanha o seu SIM diário.