Mostrando postagens com marcador aprendizado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aprendizado. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013



.
.
.

(Fotografia feita em Serrano do Maranhão – Brasil / por Amanda Mello)
Trechos de “Viver é Relacionar-se” de Maria Cristina Tanajura


Cada ser humano é uma expressão divina única e tudo que existe em torno de nós, na Natureza, também. Assim, ao nos relacionarmos, estamos vivenciando a presença de Deus, que constantemente nos envia auxílio e conselhos através daqueles que conosco estiverem. Viver em sociedade é uma escola eficaz de enorme aprendizado. Recebemos carinho e amizade, esclarecimentos importantes e também somos educados a partir da necessidade de convivermos em harmonia com aspectos de personalidades que não nos agradam. Normalmente, ficamos mais irritados com as dificuldades dos outros que espelham deficiências nossas que ainda não conseguimos corrigir. Assim, as pessoas que representam "pedras em nossos sapatos", embora incomodem muito, são essenciais para o nosso desenvolvimento pessoal...

Abençoemos cada irmão que nos aborda, que vive conosco, que nos procura. Prestemos atenção no que sua presença nos faz sentir. Ouçamos com paciência o que tem a nos dizer, cientes de que naquele momento estaremos vivendo uma experiência que é nossa apenas e que foi atraída por nós, para o nosso aperfeiçoamento e o dele. Tanto a alegria, como a tristeza, fazem parte do viver e não há como impedir que isto seja assim. Sempre que conseguirmos subir um degrau de maior compreensão, chegaremos mais perto da felicidade e da paz!

Viver o que nos chegar é a ferramenta que nos permite crescer. Saber agradecer cada instante é sábio, pois para que fosse exatamente como está sendo, muitos acertos foram feitos pela mão divina, pela Vida!
.
.
.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013


.













.
.
.Missão, qual é a sua?
Texto e Fotografia: Amanda Mello

Missão significa encargo, poder dado a alguém para fazer alguma coisa: cumprir uma missão. Não se trata apenas de um substantivo feminino, mas, de uma palavra apinhada de sentidos. Não se trata da missionariedade cristã - pregações para fiéis ou para a conversão de grupos-, mas, de uma aspiração profunda que habita a alma.  

Descobrir e desempenhar a missão da alma é algo que se aplica a qualquer ser humano, mas para tal é preciso que se tenha o entendimento de que possuímos dons que podem e devem ser despertados e potencializados, os quais poderão promover um acréscimo surpreendente de plenitude e alegria de existir nas pessoas.

No entanto, mesmo após o desenvolvimento de seus dons algumas pessoas não conseguem se concentrar no que realmente é importante, não impetram conciliar o estilo de vida que levam com os valores de sua essência mais profunda. Pessoas que não estão alinhadas com o seu propósito sentem-se vazias. Junto ao vazio sentem angustia, desanimo, falta de sentido. Pessoas que não obedecem aos desejos verdadeiros de suas almas não trabalham com o que amam, se entregam as expectativas sociais, não tem brilho alegre no olhar, não transformam os lugares por onde passam. São pessoas que são boas pessoas e só isso. Não inspiram ninguém a nada.

Entretanto, existem aquelas pessoas que fazem inflar o coração do outro de esperança, que despertam o próximo para o seu potencial inestimável, que cutucam o ‘tigre’ adormecido e oferecem vida ao objetivo de Deus, que é luminoso, sábio e equilibrado em suas razões, cada peça no devido encaixe, cada coisa no tempo certo. Estas pessoas conciliam o estilo de vida que levam com o verdadeiro anseio de suas almas.

A afável mulher em pé na fotografia chama-se Amábile Didoné, é missionária Xaveriana residente em Serrano do Maranhão (Brasil). Esta mulher é um exemplo inspirador. Amábile tem o dom de transformar os lugares por onde passa. Assumiu o anseio de sua alma e o concilia ao seu estilo de vida. É uma verdadeira ‘parteira de dons’, faz nascer nas pessoas o potencial que elas não sabiam possuir. Ela não muda a vida de ninguém, mas ensina que as pessoas são responsáveis e capazes de transformar suas próprias vidas com os dons que tem.     

Missão é isso, atender aos desejos da alma, saber-se útil e incumbida(o) de fazer algo no mundo. Qual é a sua função na vida? Qual é a sua parte a ser cumprida? Qual função lhe foi delegada?
O mundo vive um tempo de expurgo. É preciso que cumpramos nossas tarefas alegres e cantando, em comunhão com as pessoas mais cientes de suas necessidades.

Missão, sobretudo a humana, a sua missão, a nossa missão, não pode ser aprendida em manuais, tão pouco definida de próprio punho, é preciso interpretar os sinais, ouvir o coração e se integrar com a sabedoria universal.

A teia missionária manifesta-se numa rede cíclica que jamais caminhará oposta ao Plano Divino. Os nossos sentimentos mais nobres movimentam esta teia e nos isentam da ilusão e do vazio dando-nos em troca todo o bem que propagamos. 

.
.
.

domingo, 17 de fevereiro de 2013



Texto: Amanda Mello

De repente você percebe que aquela preciosidade sem a qual você seria incapaz de  viver perdeu a razão de ser e passou a ser outra coisa tão preciosa quanto.

Às vezes na caminhada missionária, bem como na vida, podemos ter a sensação de que algumas coisas perderam o sentido que tinham e que enquanto não há nada disponível para substituir ficamos em um espaço de espera, que quase nunca é confortável, que para falar sinceramente, às vezes, chega a ser angustiante, mas que também tem uma porção de serenidade e um Q de liberdade. É quando você olha pra frente e sente intimamente que pode seguir sem amarras.

Quando algo não significa mais o que significava antes é como quando vamos mudar de domicílio e percebemos que o tempo passou - a ficha caiu – e um novo tempo está por vir, mas ainda nos encontramos na casa antiga sem nos sentirmos nela, e sem a mínima noção de como será o lugar para onde iremos.

Não temos perspectivas do que virá, porém, tudo o que sabemos é que não queremos as coisas como estão e mesmo que possamos transitar com facilidade por este espaço de espera, talvez soframos um pouco por falta de segurança e acabamos nos apegando à velha casa e sua razão de ser que não mais existe.

O novo nos convida a um salto no desconhecido, no não sonhado, no imprevisto. Treinar o desapego pode não ser fácil. É preciso a coragem de assumir o tempo da espera.

Podemos viver um conflito entre os sentimentos, ao mesmo tempo em que buscamos as antigas seguranças, amarras, já invalidadas, nos maravilhamos com a possibilidade da renovação. 

Não deixemos-nos perturbar pela dualidade. A fé pode nos auxiliar neste caminho. A fé em algo além do que já conhecemos. A fé no que não sabemos de tão grandioso e belo. Uma força maior que nos anima, a fé num SAGRADO que se separou de identidades para se revelar em outro nível. Isso é ter fé no mistério, no SAGRADO verdadeiro que não se revelou de fato dentro de nós, que resiste preso a conceitos.

O desconhecido é um labirinto sem paredes, não há referencial algum, não sabemos o que virá. É natural querer salvar-se, em vão, no já experimentado, naquilo que podemos dominar, mesmo que isso não mais alimente o anseio da nossa alma, mesmo que isso não seja mais a nossa verdade.

A vida nos chama fortemente para seguirmos adiante, para encontrarmo-nos com o desconhecido e nos convocará cada vez mais forte ao ponto de nenhuma falsa segurança resistir.  

Não da mais. Não cabe mais. Não adianta arejar os pensamentos, insistir no que não tem mais chance de florescer. Os frutos caíram, a árvore morreu, é hora de lançar novas cementes ao solo. É o momento da consciência, do adequar-se ao fundamental pra si. 

Estas mudanças estão causando crises sem precedentes na vida das pessoas. Não é um privilégio dos padres, das freiras ou das leigas e dos leigos.  Gaia vive esta espera, cada pessoa, cada ser vive esta espera no seu tempo.   

É como se estivéssemos aprisionadas (os) e agora não sabemos o que fazer com a sensação de estarmos livres. Neste momento a liberdade parece um vazio, mas só parece, pois está recheada da graça de Deus. 

Já está dando pra começar a ver?   


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

.
.
Fotografia da Nova Igreja da Conceição - Belém/PA

Texto: Mary Cândida Amaral

Nestes dias, desde o dia 31 de Janeiro até hoje enquanto leiga missionária vivenciei uma sequência de celebrações, em que o reconhecimento, a afetividade, a gratidão, o amor eram a tônica maior, e que, para a concretude e/ou andamento desses projetos demandaram ousadia, coragem, determinação, fé. Em todas elas fui invadida pela emoção, pois entraram em sintonia com os componentes que orientam minha vida, ou seja, quatro verbos presentes e que denotam muita fé: entregar, confiar, agradecer e celebrar.

A primeira foi a homenagem a ir. Vita Russo, depois de 55 anos de missionariedade em terras brasileiras e amazonidas retornou para a Itália, seu país de origem onde dará seguimento à sua vocação. Este momento privilegiado aconteceu no dia 31.01, quando lembrávamos os 101 anos de nascimento do Padre Giacomo Spagnolo, fundador das Missionárias de Maria Xaverianas. Foram muitas homenagens de pessoas que conviveram com a Ir. Vita e que vieram de Abaetetuba, Vila dos Cabanos, Acará, Belém, Serrano (Ma).

MEMÓRIA DE UM PASSADO PRESENTE foi o tema do encontro, os amigos/as trouxeram lembranças dessa mulher simples, dedicada, companheira, sensível, espirituosa. Todas eram unânimes em dizer o quanto a Irmã contribuiu para a sua formação cristã. Uma das paixões de Ir. Vita era a Catequese, e para recordar esta dedicação uma das participantes trouxe um santinho distribuído em um dos encontros lá em 1969 que dizia assim: “ser catequista é ser apóstola, é trabalhar ao lado de Jesus na salvação das almas”; os participantes de outros grupos como: encontro de casais com Cristo, infância missionária etc., também expressaram amor e gratidão pelo trabalho realizado junto com esta pessoa que doou sua vida ao Projeto de Jesus e que marcou a vida de quem conviveu com ela.

Segunda celebração muito significativa foi a noite de sexta feira que antecedeu a dedicação da Igreja Matriz a N. S. da Conceição. Neste momento foi feito o lançamento do livro: “Tio David, Padre David”, o registro da vida de um sacerdote que mais de trinta e cinco anos tem dedicado à Paróquia, escrito por seu sobrinho Salomão Larêdo, seguido de uma programação chamada Véspera Solene em homenagem ao arquiteto Claúdio Pastro. O destaque foi do Monsenhor Nelson Soares um sacerdote de noventa anos, amigo da paróquia, que era o mestre de cerimônia. A programação era intercalada com músicas apresentadas pelo coral da Schola Cantorum da Catedral da Sé e falas de padres, comunitários e do próprio arquiteto. Ao final Cônego Nelson regeu o coral com música de Beethoven L. e outros. Foi um evento cheio de emoções e afirmação da fé no Deus da Vida.

No dia seguinte, depois de sete anos de intenso trabalho do cônego David Larêdo, paroquianos e amigos, no dia de Nossa Senhora da Luz aconteceu solenemente a celebração de dedicação da Igreja Matriz a N. S. da Conceição. Contou com a presença do Arcebispo de Belém e vários padres amigos da Paróquia. A missa festiva foi concelebrada com todos os rigores canônicos e emocionou a todos os presentes por tão grande beleza.

Terceira foi no domingo com a celebração da missa do envio dos missionários do Projeto Igreja de Belém em Missão na Catedral da Sé onde mais de mil missionários e sessenta paróquias aderiram ao Projeto da Arquidiocese. Esta será uma nova etapa do Projeto onde os missionários, após um longo processo de formação, foram enviados tendo como símbolos a Bíblia Sagrada, a Cruz, Manuais que servirão de subsídios ao trabalho missionário, seguido da aspersão da água. Foi uma solenidade de profundo significado, de muita ousadia, determinação e fé. É uma preparação para os 400 anos da cidade de Belém do Pará em 2016.

Todas as celebrações estiveram recheadas da Palavra, Vida, Eucaristia e tem o Cristo como fundamento de nossa ação. Fiquei muito emocionada e gratificada de fazer parte dessa comunidade e que só Ele, em tudo, pode dar sustentação. Foram momentos de júbilo onde era visível, a fé, a entrega, a confiança, a gratidão e a celebração de testemunhos de missão que os tornam autênticos apóstolos e apóstolas de Cristo.

________________________________________________
Mary Cândida – Leiga Missionária de Maria – Xaveriana vinculada a vários projetos sociais como “PIA - Projeto Infância e Adolescência”, “Casa Trapiche”, “Abrigo João de Deus”, “Igreja de Belém em Missão” entre outros. 

domingo, 3 de fevereiro de 2013






















.
.


.

Quantas sementes foram lançadas nesses 60 anos de missão no Brasil. Quantas árvores, quantos frutos, quantas flores, quantas vidas que brotaram dessas sementes. Por onde quer que você vá. Por onde quer que você ande. Tenha sempre a certeza que a semente lançada não foi em vão. (Dilma Leão)

Texto - Amanda Cecilia

A consciência missionária por si não deve ser o motor de uma pessoa que escolhe este carisma para expressar sua gratidão à vida. A atuação deve ser o movedor das realizações missionárias. Talvez seja esse o meu mais recente aprendizado nesta relação apaixonante com as Missionárias de Maria - Xaverianas e seus testemunhos evangelizadores. Elas e seus trabalhos nas comunidades são a prova viva de que a semente lançada não é em vão.

De certo que às vezes nos desanimamos com a demora em ver o resultado do plantio, chegamos a crer que nem poderemos ver frutos naquilo em que depositamos tamanha dedicação. Um dia quando nem mais recordamos do que ateamos na terra, surge um pomar repleto de carismas. Carisma significa “graça divina”.

Os últimos dias foram repletos desta graça, creio que deve ter sido a maior das safras para a missionária Vita Russo, apetecida em meio a palavras amorosas de gratidão e amizade, abraços e presentes e mais que isto, reconhecimentos no momento em que se despede do Brasil. Os últimos dias foram de manifestações honrosas e reencontros comovidos.

Quando plantamos o bem é o bem que colhemos abundantemente, diante das diversas revelações de consideração só o que se pode pensar e sentir é que irmã Vita cumpriu sua missão na catequese de maneira honesta e luminosa.

Irmã Vita atuou em meio ao povo brasileiro no ensinamento essencial da fé, não apenas da teoria como também da prática na vida, auxiliando no desenvolvimento dos ideais cristãos de muitas pessoas. 
A ela, nossa eterna gratidão!

.
.
________________________________________________
Irmã Vita tinha 24 anos quando chegou ao Brasil, deixou sua cidade Natal - Toronto na Itália -, sua família e amigos para principiar a vida missionária. Quando tinha 34 anos pisou o solo amazônico do Estado do Pará. Trabalhou em Abaetetuba, Acará e Belém do Pará. Recentemente trabalhou em Serrano no estado do Maranhão. Com aproximadamente 50 anos de vida religiosa irmã Vita retornou hoje para Itália deixando no Brasil milhares de “árvores” frondosas e incontáveis “sementes” de todas as cores que mudaram a vida de centenas de pessoas e darão frutos por várias gerações. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013


















.

.
.
(Fotos de A. Costalonga)
.
.
.
"Missão não se limita a um programa ou projeto, mas a compartilhar a experiência do acontecimento do encontro com Cristo, testemunhá-lo e anunciá-lo de pessoa a pessoa, de comunidade a comunidade e a todos os confins do mundo." 

.
.
.
.
.
.






















>

.
Transmitir uma bênção, lançá-la sobre algo ou alguém é almejar o bem. Glorificar algo ou alguém é dar proteção, converter em algo benéfico, providenciar auxílio. Os bons abençoam. Os abençoados encontram o bem que buscam.
Você pode abençoar a si mesma(o) ao fazer em si própria(o) o sinal da cruz. 




terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Você entende o que realmente te deixa feliz?

Por Amanda Cecilia

“Que a amada e poderosa presença da Luz de Cristo, com o poder que nos é confiado afirme nossa vontade de movimentar
 a belíssima energia do grande espírito criador da totalidade, 
para que este fluxo harmônico avance pela Terra, 
insuflando pensamentos de luz, irradiando paz, 
elevando a vibração dos seres humanos
 e auxiliando a criação dos mais belos estados de alma. 
Que o amor ao ato de criar expanda sua pulsação na espiral da divina glória, 
subindo pelo espaço afora num facho dourado que brota de cada coração”.

Que o ano de 2013 seja em sua maioria um ano de luz, ou melhor, que possamos ser luz para iluminar o nosso ano.
Que o melhor momento de todos possa ser durante as pequenas folgas, ou num dia preguiçoso qualquer, no serviço, ou durante uma caminhada ao ar livre, quem sabe em um instante de gargalhadas, ou numa noite chuvosa assistindo um bom filme.
Que o melhor de todos os momentos possa ser numa decolagem, num mergulho, ou na realização de algo útil para nós e para o todo. Que possa ser durante uma oração de mãos dadas a um desconhecido(a), ou num reencontro afetuoso com um velho amigo, ou quem sabe no gesto de surpreender alguém? Que possa ser um aceno simples numa prova de amor por nós mesmos(as). Que seja a qualquer momento, sem planos ou expectativas.
Que nossas lágrimas sejam felizes, pelos mais nobres motivos, daqueles que germinam porque o amor nos toca e a luz nos mostra onde reside o que temos de mais precioso. Que o ano seja simples, que a vida seja boa.
Que nossas mãos permaneçam unidas no mesmo carisma. 
E que a brisa missionária que traz o amor nos tire para dançar em 2013 e além. 
(Por favor, assista o vídeo abaixo!)



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO



MISTÉRIO DE CORPOS EM MOVIMENTO 

Por Téa Frigerio



Natal nos coloca no âmago do mistério da Encarnação.
A Divindade que se torna Humanidade.
Humanidade-Criança.
Este o Mistério!
Este o Natal
Esta a Realidade!
Mistério é linguagem. Linguagem que fala, podemos ouvir e ler.
Então vamos ouvir e ler.
Primeiro, porem vamos ser humanas, ser corpo, nos olhar, nos ouvir, nos cheirar, nos tocar...
Encarnação: a Palavra se faz carne!
Encarnação é assumir uma carne, assumir um corpo.
Fala de corpos que se gostam e no amor se unem, se curtem dois numa carne só, e a vida acontece. Um corpo fica grávido, gestante, dá à luz. Criança, nova vida.
É movimento, encontro, acolhida, dar espaço, conviver, criar laços, deixar partir, não mais uma carne só, duas carnes, duas vidas.
Movimento de três corpos: homem-mulher-criança.
Natal é movimento. Movimento profundamente Divino-Humano. Movimento-caminho para-nos encontrar, para se colocar a caminho conosco.           
Corpo divino-humano em movimento.
Corpos que se movimentam.                   
Zacarias o insucesso o deixou mudo. Volta, caminha para casa, caminha para Isabel. Outro caminhar, um encontro amoroso diferente. A que era estéril se torna fecunda. Uma criança em seu ventre, a palavra na sua boca. Dá nome ao filho. Movimento que restitui a palavra ao esposo Zacarias.
Isabel e Zacarias, caminho que levou à circularidade.
Mulheres grávidas em movimento. Encontro de idades, Maria, Isabel, conversa, segredos, cumplicidade, ousadia, rebeldia, sororidade, e no ventre movimento, os filhos pulam de alegria anunciado o novo.
Novidade é perigosa!
O poder quer ser dono do caminho, do movimento, quer contar, quer controlar, quer tributar.
José, Maria, burrinho, lá vão, em caminho, em movimento a profecia a cumprir, Belém, a casa do pão, manjedoura não de pão, berço da criança-deus.
Luminosidade, anjos e anjas, estrelas, movimentos brilhosos convidam a se movimentar, a caminhar, seguir o pulsar das estrelas, das vozes que convidam:
Num casebre, uma mulher, com seu esposo, um recém-nascido precisando de tudo.
O recém-nascido abandonou tudo para vir ao nosso encontro, para nos encontrar, precisa de nós... Então vamos! Então foram!
Então vamos...
...Como foram os Sábios caminhando com a estrela, aventurando, arriscando, desencontrando e encontrando.
... Peregrinado como peregrinou Simeão, que ao ver os três no Templo, os corpos fazendo o rito, reconheceu, este movimento não é do templo é da Casa, da manjedoura. Encontrei, meu peregrinar findou.
... Como Ana, profetiza de quem não ouvimos a voz. Se profeta é sem dúvida se movimentou, caminhou e anunciou: esta é a Boa Nova: Deus é Criança, Criança é Deus.

Deus-Criança, que mistério é este? Deus deve ser forte, onipotente, todo-poderoso.
Criança é Deus, que mistério é este? Criança é fragilidade, dependência, necessidade, pequenez, abandono, entrega, confiança.
Natal é tudo isso!
Deus é Criança, Criança é Deus movimento para nos encontrar. Criança é Deus, Deus é Criança que se abandonou em confiança radical no ventre, nos braços, nos seios de Maria; confiança radical em José, ele cuidaria de tudo! Confiança radical na humanidade, em nós!
Natal, Mistério, linguagem , escutamos , vemos?
O que esperamos a nos colocar em movimento, a caminho!

___________________________________
Reflexão feita pela missionária Tea Frigério ao Grupo de Leigas – Xaverianas no Encontro de Natal 2012. Veja mais fotos do encontro clicando no link:  http://www.flickr.com/photos/leigasmmx/                      


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O terço Missionário

O terço Missionário, tal como é, foi fruto da inspiração do Bispo Fulton Sheen, que teve a ideia de associar as 5 dezenas do terço tradicional aos 5 continentes através de cores, escolhendo então uma cor diferente para cada continente.
A originalidade do Terço Missionário está no encontro de todos os povos, raças e culturas através da oração: Na cor Verde, reza-se pela África, cor que recorda as suas imensas florestas verdes, os seus conflitos, violências e sofrimentos.Na cor Vermelha, reza-se pela América, cor ligada ao tom da pele dos seus primeiros habitantes, os índios ou "peles vermelhas”, e pela cor da terra vermelha devido ao sangue derramado por estes povos na época das conquistas, pelos mártires de ontem e de hoje.
Na cor Branco, reza-se pela Europa, cor ligada às raças brancas, e ao Papa, Mensageiro da Paz e grande missionário do mundo.
Na cor Azul, reza-se pela Oceânia, cor que lembra a sua formação e as inúmeras ilhas espalhadas e cercadas pelas águas azuis do Oceano Pacífico.
Na cor Amarela, reza-se pela Ásia, lembrando as raças amarelas, terra do sol nascente, berço das antigas civilizações, culturas e religiões.
Antes de começar a rezar o terço, faz-se um OFERECIMENTO. Em cada mistério, rezamos pelas pessoas e missionários que vivem no continente que cada cor representa. Desta forma, ao rezar cada dezena, pede-se por todos os povos que vivem naquela região

Depois dos cinco mistérios, fazemos um AGRADECIMENTO a Jesus e a Maria por ouvir os nossos pedidos e por realizá-los.
As três Ave-Marias finais podem ser oferecidas pelos missionários espalhados pelo mundo.
As cinco cores do terço missionário simbolizam os cinco continentes onde os missionários estão anunciando a Boa Nova da salvação.
Rezar o terço missionário é dar à oração um sentido católico, pois rezamos por todas as pessoas, sem distinção.


Hoje é o dia de São Francisco Xavier, patrono das missões


Francisco Xavier, considerado o maior dos missionários jesuítas, foi o fundador das missões no Oriente, ia de aldeia em aldeia, evangelizava o povo, batizava as crianças e os adultos. Reunia as aldeias em grupos, fundava comunidades eclesiais e deixava outro sacerdote para tocar a obra, enquanto investia em novas frentes apostólicas noutra região. Acabou saindo das Índias para pregar no Japão, além de ter feito algumas incursões clandestinas na China.
Numa delas, na ilha de Sacian, adoeceu e uma febre persistente o debilitou, levando-o à morte, em 3 de dezembro de 1552, com apenas quarenta e seis anos de idade. A Igreja o beatificou em 1619, canonizando-o em 1622. Celebrado no dia de sua morte, como exemplo do missionário moderno, são Francisco Xavier foi, com toda justiça, proclamado pela Igreja patrono das missões.
Muito tempo depois, São Guido Maria Conforti apaixonou-se pela vida e pela obra de São Francisco Xavier e planejou continuar a sua missão. Então, em 1895, Conforti, com apenas 30 anos de idade, decidiu fundar uma congregação missionária com a finalidade de anunciar a Boa Nova pelo mundo afora. Guido queria dar continuidade ao sonho de São Francisco Xavier de evangelizar a China, por isso, chamou seus missionários de “xaverianos”. Com a herança recebida após a morte do pai, comprou uma casa onde reuniu um grupo de 17 seminaristas. Em 1899 enviou seus primeiros missionários para a China.
Conforti dedicou-se com todas as forças à formação de seus missionários e ao crescimento da consciência missionária universal. 

Hoje os Missionários Xaverianos, as Missionárias Xaverianas e os leigos(as) Xaverianos(as) continuam o projeto de Dom Guido inspirado em São Francisco Xavier. 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Com elas e eles partilhar o anúncio da Boa Noticia

Por Tea Frigério



Compartilhar, contar, construir juntas(os). Eu me recordo de tantos rostos familiares e queridos. Partilham o carisma missionário. Por exemplo, lembro Nicéia, que está envolvida em um projeto de alfabetização para jovens e adultos, e oferece o seu profissionalismo, seu tempo, para as pessoas que tiveram negado o direito à alfabetização. Também Zolema dedicada ao CEBI (Centro de Estudos Bíblicos) no compromisso da Palavra ligada à Vida e na Comissão da defesa da Amazônia. Rai e Mary com as quais partilho o sonho e a vivência junto a mulheres que almejam criar uma nova consciência feminina.

Contar vem à minha frente o rosto de pessoas de almas bonitas como a da Nazaré que anima os Grupos de Evangelização, visita constantemente às animadoras e animadores alimentando a quem trabalha com fidelidade à Palavra de Deus...

Outros rostos e outros nomes vêm à minha memória. É suficiente um telefonema para se colocar a caminho , principalmente na hora de visitar uma pessoa doente, uma família em necessidade, para dar um pouco de tempo, amizade, consolação...

Nilda, Icilda, Carmen, Graça, e muitos outros nomes e rostos no grupo Amigas(os) das Missionárias de Maria em nossa comunidade de Belém.

Com elas e eles partilhar o anúncio da Boa Noticia;
Contar com elas e eles no testemunho
Partilhar a confiança no testemunho;
Com elas e eles construir o Reino de Deus.

Esta presença em nosso meio e em nossa comunidade renova a nossa vocação missionária. Aprofundando e partilhando com as leigas aprendemos mais sobre o nosso carisma e suas raízes missionárias.
Obrigada! Quero expressar a minha gratidão amigas e amigos de Belém que partilham conosco o sonho de viver na laicidade o mesmo carisma missionário e nos provocam na busca de novos caminhos na fidelidade do anuncio e proclamação da Boa Nova.

*Tea Frigerio é missionária de Maria Xaveriana em missão no Brasil